Neto de uma mulher negra nascida na Bahia, o consultor de vendas Clayton Muniz Filho, 29, que mora na cidade de São Paulo, interessou-se em saber mais sobre a origem de sua família, mas esbarrou em uma dificuldade comum entre descendentes de escravizados no Brasil: a falta de documentos e registros de seus ancestrais. Ele, então, decidiu fazer um teste de DNA, que detectou que cerca de 30% de sua ancestralidade é proveniente da região onde hoje fica o Benin — país da costa ocidental da África de onde saíram muitos dos escravizados enviados à força para o Brasil no período colonial. “Um descendente de italianos consegue saber que o tataravô veio da Itália para produzir vinho, por exemplo. Mas, se você é negro, não tem esse privilégio de saber sobre sua linhagem, a origem de sua família. Houve um apagamento desses registros ao longo da história”, afirma o consultor de vendas. Com o teste de ancestralidade em mãos, Clayton decidiu aproveitar uma oportunidade oferecida pelo governo do Benin a todos os afrodescendentes do mundo com antepassados naquela região: a obtenção da cidadania do país. O brasileiro agora aguarda uma resposta, que vê como “uma peça de quebra-cabeça” que o ajudará a completar sua trajetória familiar. Leia a matéria completa em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3w963y4v6yo