Foto: Pedro França/Agência Senado
A economista e servidora pública federal Roseli Faria, de 54 anos, faleceu na manhã desta quinta-feira (11), em Brasília. Reconhecida pela dedicação ao serviço público e pelo compromisso com a justiça social, Roseli se tornou uma das maiores referências nacionais em orçamento público e na construção de políticas voltadas à redução das desigualdades sociais e raciais.
Natural de Mato Grosso, Roseli construiu uma carreira marcada pelo rigor técnico e pelo compromisso ético. Atuou em diferentes órgãos do governo federal, sendo referência em temas relacionados à transparência, à participação social e à formulação de políticas de enfrentamento ao racismo. Sua trajetória uniu economia, cidadania e militância, abrindo caminhos para uma administração pública mais democrática e inclusiva.
O falecimento de Roseli gerou manifestações de pesar em todo o país. O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania destacou, em nota oficial, sua contribuição à formulação de políticas para a promoção da igualdade racial e de gênero. O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) ressaltou que sua trajetória foi marcada pela capacidade de “aliar conhecimento técnico e compromisso com a justiça social e racial”.
Entidades representativas de servidores públicos, como a Unacon Sindical, também lamentaram a perda. Em comunicado, a associação afirmou que Roseli “foi uma servidora exemplar, dedicada e comprometida com o interesse público”.
Além da atuação técnica, Roseli era militante do PSOL e participou de debates nacionais sobre orçamento, cidadania e combate às desigualdades históricas. Seu trabalho foi fundamental para denunciar como a estrutura orçamentária pode reproduzir injustiças, mas também servir como instrumento de transformação social.
Roseli Faria deixa um legado de compromisso com o serviço público, com a democracia e com a luta contra o racismo. Sua memória seguirá como referência para novas gerações de servidores, economistas e ativistas.
