Instituto questiona a decisão do município de destinar o único palco instalado na praia do Leme a apresentações gospel
O Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro) entrou com uma ação judicial contra a Prefeitura do Rio de Janeiro nesta semana, alegando discriminação religiosa institucional na programação oficial do Réveillon 2026, realizado na praia de Copacabana.
A entidade questiona a decisão do município de destinar o único palco instalado na praia do Leme exclusivamente a apresentações de cunho gospel, sem a previsão de qualquer espaço, mesmo simbólico, para manifestações de religiões de matriz africana. Segundo o Idafro, essas tradições possuem vínculo histórico e cultural com as celebrações de fim de ano.
O anúncio da programação gerou críticas ao prefeito Eduardo Paes (PSD), que se manifestou nas redes sociais. Em uma das publicações, o gestor afirmou que “é impressionante o nível de preconceito dessa gente”. A declaração teve repercussão negativa e levou o prefeito a se retratar posteriormente. Em novo posicionamento, Paes pediu desculpas pelo ‘mal entendido’ e reiterou que sua defesa das religiões de matriz africana e da liberdade religiosa “é pública e notória”.
Na ação, o Idafro pontua que a ausência de um espaço para ritos de religiões de matriz africanas viola princípios constitucionais, como a igualdade, a laicidade do Estado e a liberdade religiosa. A petição também aponta suposta afronta ao Estatuto da Igualdade Racial e a tratados internacionais assinados pelo Brasil, entre eles a Convenção Interamericana contra o Racismo e a Intolerância Religiosa.
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